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terça-feira, 22 de março de 2011

Introdução
Em virtude do peso que a tradição tem no Ensino da Música, a aprendizagem musical é usualmente vista pela maioria das pessoas, incluindo professores, como estando associada a uma imagem rígida e formal.
Visto que a aquisição de competências musicais depende de elevados níveis de concentração, de esforço continuado, e de resiliência pessoal para superar dificuldades, é absolutamente normal que esta associação entre aprendizagem musical e prazer (que pode derivar das próprias atividades de aprendizagem ou resultar do efeito obtido ao cantar uma canção ou ao vencer um desafio) seja tênue, ou até mesmo inexistente, como podem comprovar as crianças que todos os anos desistem de estudar música.
Como se pode inverter este estado de coisas no Ensino da Música? Uma das formas mais eficazes é por ajudar professores e alunos a mudar a sua perspectiva em relação à aprendizagem musical propriamente dita.
O Jogo                                                                                                  
A palavra Jogo está usualmente associada a entusiasmo e divertimento. O filósofo/historiador holandês Johan Huizinga (1938) apresentou uma definição de Jogo muito interessante:
“Jogo é uma atividade voluntária exercida dentro de determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria, e de uma consciência de ser diferente da vida quotidiana”.
Na definição de Huizinga, há a salientar 5 aspectos importantes:
O fato de implicar uma participação ativa (a atividade não existe com agentes com uma participação passiva)
O caráter voluntário da participação na atividade (nunca ninguém joga forçado)
A existência de regras e de um objetivo, uma meta a atingir que é conhecido de todos
O misto de tensão e de alegria envolvidos na atividade
O fato de ser uma atividade ‘especial’, visto que aparenta fazer parte de uma outra dimensão (diferente da realidade) onde o erro e a falha não têm qualquer importância real.
São estas as razões que levam as crianças a gastar horas em jogos de consolas e de computador.
Como professores de música e educadores, como podemos fazer com que as nossas aulas tenham um impacto similar nas crianças? Como podemos fazer com que se sintam vontade de repetir as atividade vezes sem conta?
Perspectiva Tradicional
Na Iniciação Musical o conceito de Jogo (na aprendizagem) está muitas vezes associado ao prazer que se espera que as crianças derivem de determinadas atividades. As sugestões mais comuns dadas por pedagogos e incluídas em manuais de referência incluem atividade tais como jogos com cores, com bonecos, com desenhos.
Contudo, este tipo de atividade apesar de poderem cativar a atenção das crianças, não são atividades musicais, nem desenvolvem competências musicais.
Se quisermos fazer Jogos com valor real para aprendizagem musical, teremos em pegar em atividade lúdicas e transformá-las em jogos ‘musicais’.
No entanto, abordar a Educação Musical na perspectiva do Jogo envolve muito mais do que escolher atividade musicais que proporcionem às crianças prazer na aprendizagem.
Perspectiva Adicional
A aquisição de competências musicais implica que as mesmas atividades sejam repetidas muitas vezes. Isto é particularmente importante ao trabalhar com crianças e com grupos. As crianças em geral precisam que se lhes sejam dadas muitas oportunidades para experimentar e aprender. Além disso, quando trabalhamos com grupos temos de levar em conta que há crianças com diferentes ritmos de aprendizagem.
Portanto, tão ou mais importante que escolher atividade que tenham um formato similar aos jogos do imaginário das crianças, será adaptar uma perspectiva de formação que desvalorize o erro, que estimule a descoberta e que consiga conter o grau adequado de desafio.
Desvalorizar o erro – Por defeito da profissão (visto que a avaliação de desempenho e a medição do progresso e do desenvolvimento dos alunos fazem parte do dia-a-dia dos professores e educadores), há uma tendência generalizada para contabilizar o erro no processo de formação.
No entanto, adotar na aprendizagem musical uma perspectiva similar à que existe num jogo, implica encarar os erros dos alunos como parte importante do processo de aprendizagem, retirar-lhe toda a carga negativa. Visto que a aprendizagem é em parte um processo de busca individual, é somente vital que as crianças não tenham medo de falha/errar ao longo desse processo.
Estimular a descoberta – Em virtude de haver hoje tanta informação sobre o desenvolvimento cognitivo e musical das crianças sob a forma de sequências de aprendizagem (Gordon) e Taxonomias (Hargreaves), muitas vezes os professores e educadores tendem a reduzir a qualidade de estimulação das suas atividades. Uma das consequências usuais consiste na escolha de repertório com menor qualidade, e com menor interesse musical.
No entanto, adotar na aprendizagem musical uma perspectiva similar à que existe num jogo, implica escolher repertório (canções, acompanhamentos lenga-lengas, obras para ouvir) com uma qualidade musical elevada e que cujo nível de complexidade estimule o interesse e a descoberta dos fenômenos musicais. É necessário sublinhar que o tipo de descoberta de a estimular (nas aulas de música) deve ser essencialmente musical e não de fenômenos não-musicais.
Adequar o grau de desafio – Encontrar o equilíbrio entre o grau de simplicidade e de complexidade adequados para as crianças, nem sempre é fácil. Requer perícia e, sobretudo, muita atenção por parte de professores e educadores para entender quando o tipo de atividade proposta é simples demais ou complexa demais.
Os jogos interessantes, e nos quais as crianças gastam mais tempo, são aquelas onde as crianças sentem que conseguem vencer as dificuldades que vão surgindo. Se os professores e educadores conseguirem que as suas atividades tenham o grau adequado de desafio para as crianças, isso vai levá-las a manter níveis de motivação elevados e a prolongar também níveis elevados de atenção.
Quando se conseguem desenvolver Atividades ou Jogos com estas características, a velocidade de aprendizagem musical, e de interesse pela música e pelos fenômenos musical aumenta grandemente.



JOGOS MUSICAIS
·  Ajudam no desenvolvimento natural das crianças;
·  Alivia a tensão interior;
·  Leva a criança a um grande prazer, pelo caráter lúdico e desafiador;
·  Permite a reeducação do comportamento;
·  Aumenta o coeficiente de auto-confiança;
·  Sublima as tendências instintivas;
Sugestões de Jogos Musicais:
1)- Que som é esse?

Uma criança sai da sala, enquanto outra criança pega um instrumento musical para ficar tocando. A criança que saiu, deve voltar com os olhos vendados, encontrar o som na roda e descobrir qual o instrumento, caso ela não acerte deve receber um castigo.

2)- Que sons são esses?

A sala deve ser dividida em dois grupos, cada grupo irá escolher duas crianças, uma da qual os olhos serão vendados e a outra que irá escolher um instrumento para ser tocado.
Os instrumentos dos dois grupos terão que ser tocados ao mesmo tempo. A criança que descobrir o som primeiro ganha. 
Se ela descobrir apenas um som o grupo dela ganhará 10 pontos e os dois instrumentos continuaram sendo tocados ao mesmo tempo, até que descubram o outro som. 
Caso a criança acerte os dois sons ao mesmo tempo ela ganha 30 pontos para o seu grupo. 


3)- Cabra cega sonora

As crianças devem formar duplas uma criança escolhe um instrumento enquanto a outra deve vendar os olhos.
Os alunos devem marcar um local de chegada na sala, podendo fazer obstáculos no meio do caminho, fazendo curvas e retas que devem ser seguidas.
A criança dos olhos vendados deve dar 5 voltas e após a criança com o instrumento deve guia-la até o ponto de chegada a partir do som de seu instrumento, sem tocar na criança de olhos vendados.
O professor deve cronometrar o tempo de chegada das duplas, a dupla que chegar em menos tempo no ponto de chegada ganhará o jogo.
As duplas podem ser invertidas depois, ou seja, a criança que guiou pode tampar os olhos enquanto a outra a guia.


4)- Telefone sem fio sonoro

As crianças sentam em roda e escolhem um instrumento, a primeira criança deve tocar uma pequena célula rítmica em seu instrumento a do lado deve tentar repeti-lo no instrumento que está com ela e assim vai até chegar ao final.
Essa brincadeira é interessante se possível ser gravada para que as crianças percebam como a célula rítmica foi mudando com o decorrer da roda.


5)- Espelho musical

As crianças devem formar duplas e ficar uma de frente para a outra cada uma com seu instrumento que no caso devem ser parecidos. Ex. cada criança com um tipo de chocalho ou cada criança com um tipo de tambor.
O que uma criança faz com seu instrumento a outra deve tentar faze-lo junto como se fosse um espelho.


6)- Repetição

As crianças forma dupla uma fica de frente para a outra, o que uma faz a outra deve repetir imediatamente da mesma forma.
As duplas podem trocar as posições, cada vez uma cria e a outra repete.


7)- Regente de intensidade

A sala escolhe uma criança para ser o regente.
O regente deve escolher um instrumento de grande intensidade (som forte). Quando o regente tocar forte em seu instrumento todas as crianças devem tocar seus instrumentos bem alto se o regente for diminuindo a força no instrumento as crianças devem diminuir a intensidade em seus instrumentos.
O regente pode brincar com a intensidade (forte, piano e pianíssimo).


8)- Soldados marchando

O professor deve colocar 3 faixas coloridas na sala onde as crianças devem marchar sobre elas com seus instrumentos.
As faixas amarelas podem significar que quando as crianças tiverem marchando sobre ele devem tocar apenas os chocalhos, as verdes os tambores e as vermelhas todos os instrumentos.
Obs. As cores podem ser escolhidas pelo professor.


9)- Tocando o amigo

Escolha duas crianças na sala, as demais pegaram um instrumento e ficaram como estatuas na sala.
Uma das crianças tem a função de tocar seus amigos para que eles comecem a tocar e a outra deve impedir o acontecimento tocando nos amigos que começaram a tocar. O jogo acaba quando 10 crianças começarem a tocar os instrumentos ao mesmo tempo.


10)- Fugindo do amigo

Uma criança deve ser escolhida, enquanto as outras pegam um instrumento.
A criança escolhida deve conseguir tocar em seus amigos para que eles parem de tocar o instrumento, mas seus amigos devem fazer o máximo para que ele não consiga pega-los. O jogo acaba quando ficar apenas uma criança tocando o seu instrumento, então essa será a próxima a correr atrás dos amigos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO

A Chegada de Lampião no Inferno – José Pacheco



Um cabra de Lampião
por nome Pilão Deitado
que morreu numa trincheira
um certo tempo passado
agora pelo sertão
anda correndo visão
fazendo mal-assombrado.

E foi quem trouxe a notícia
que viu Lampião chegar
o inferno nesse dia
faltou pouco pra virar
incendiou-se o mercado
morreu tanto cão queimado
que faz pena até contar

Morreu a mãe de Canguinha
o pai de Forrobodó
cem netos de Parafuso
um cão chamado Cotó
escapuliu Boca Insossa
e uma moleca moça
quase queimava o totó

Morreram cem negros velhos
que não trabalhavam mais
um cão chamado Traz Cá
Vira-Volta e Capataz
Tromba Suja e Bigodeira
um cão chamado Goteira
cunhado de Satanás.

Vamos tratar da chegada
quando Lampião bateu
um moleque ainda moço
no portão apareceu:
Quem é você, cavalheiro?
Moleque, eu sou cangaceiro:
Lampião lhe respondeu.

- Moleque, não; sou vigia
e não sou seu parceiro
e você aqui não entra
sem dizer quem é primeiro:
- Moleque, abra o portão
saiba que sou Lampião
assombro do mundo inteiro.

Então esse tal vigia
que trabalha no portão
dá pisa que voa cinza
não procura distinção
o negro, escreveu não leu
o macaíba comeu
lá não se usa perdão.

O vigia disse assim:
fique fora que eu entro
vou conversar com o chefe
no gabinete do centro
por certo ele não lhe quer
mas conforme o que disser
eu levo o senhor pra dentro.

Lampião disse: vá logo
quem conversa perde hora
vá depressa e volte já
eu quero pouca demora
se não me derem ingresso
eu viro tudo as avesso
toco fogo e vou embora.

O vigia foi e disse
a Satanás no salão:
saiba vossa senhoria
que aí chegou Lampião
dizendo que quer entrar
e eu vim lhe perguntar
se dou-lhe ingresso ou não.

- Não senhor, Satanás disse
vá dizer que vá embora
só me chega gente ruim
eu ando muito caipora!
eu já estou com vontade
de botar mais da metade
dos que tem aqui pra fora.

- Lampião é um bandido
ladrão da honestidade
só vem desmoralizar
a nossa propriedade
e eu não vou procurar
sarna pra me coçar
sem haver necessidade.

Disse o vigia: patrão
a coisa vai arruinar
eu sei que ele se dana
qunado não puder entrar
Satanás disse: isso é nada
convide aí a negrada
e leve os que precisar

- Leve cem dúzias de negros
entre homem e mulher
vá lá na loja de ferragem
tire as armas que quiser
é bom avisar também
pra vir os negros que tem
mais compadre de Lúcifer
E reuniu-se a negrada
primeiro chegou Fuchico
com o bacamarte velho
gritando por Cão de Bico
que trouxesse o pau da prensa
e fosse chamar Tangença
em casa de Maçarico.

E depois chegou Cambota
endireitando o boné
Formigueiro e Trupe-Zupe
e o crioulo Quelé
chegou Caé e Pacáia
Rabisca e Cordão de Saia
e foram chamar Bazé.

Veio uma diaba moça
com a calçola de meia
puxou a vara da cerca
dizendo: a coisa está feia
hoje o negócio se dana!
E gritou: êta baiana
agora a ripa vadeia!

E saiu a tropa armada
em direção do terreiro
com faca, pistola e facão
clavinote e granadeiro
uma negra também vinha
com a trempe da cozinha
e o pau de bater tempero.

Quando Lampião deu fé
da tropa negra encostada
disse: só na Abissínia
oh! tropa preta danada!
o chefe do batalhão
gritou de arma na mão;
- Toca-lhe fogo, negrada!

Nessa voz ouviu-se tiros
que só pipoca no caco
Lampião pulava tanto
que parecia um macaco
tinha um negro neste meio
que durante o tiroteio
brigou tomando tabaco.

Acabou-se o tiroteio
por falta de munição
mas o cacete batia
negro rolava no chão
pau e pedra que achavam
era o que as mãos pegavam
sacudiam em Lampião.


- Chega traz um armamento!
(assim gritava o vigia)
traz a pá de mexer doce
lasca os ganchos de caria
traz um bilro de Macau
corre, vai buscar um pau
na cerca da padaria!

Lúcifer mais Satanás
vieram olhar do terraço
todos contra Lampião
de cacete, faca e braço
o comandante no grito
dizia: briga bonito
negrada, chega-lhe o aço!

Lampião pôde apanhar
uma caveira de boi
sacudiu na testa dum
ele só fez dizer: oi!...
Ainda correu dez braças
e caiu enchendo as calças
mas eu não sei dizer o que foi.

Estava travada a luta
duma hora fazia
a poeira cobria tudo
negro embolava e gemia
porém Lampião ferido
ainda não tinha sido
devido a grande energia.

Lampião pegou um seixo
e rebolou-o num cão
mos o que: arrebentou
a vidraça do oitão
saiu fogo azulado
incendiou o mercado
e o armazém de algodão.

Satanás com esse incêndio
tocou no búzio chamando
correram todos os negros
que se achavam brigando
Lampião pegou a olhar
não vendo com quem brigar
também foi se retirando.

Houve grande prejuízo
no inferno nesse dia
queimou-se todo dinheiro
que Satanás possuía
queimou-se o livro de pontos
perdeu-se vinte mil contos
somente em mercadoria.


Reclamava Lucifer:
horror mais não precisa
os anos ruins de safra
agora mais esta pisa
se não houver bom inverno
tão cedo aqui no inferno
ninguém compra uma camisa.

Leitores, vou terminar
tratando de Lampião
muito embora que não possa
vou dar a explicação
no inferno não ficou
no céu também não entrou
por certo está no sertão.


Quem dúvida desta história
pensar que não foi assim
querer zombar do meu sério
não acreditando em mim
vá comprar papel moderno
escreva para o inferno
mande saber de Caim



.

                                                                                                             



POESIA COMO GÊNERO LITERÁRIO

A POESIA COMO GÊNERO LITERÁRIO

Quem não conhece um poema? Ou, quem já não tentou rimar algumas palavras e
apresentá-las como poesia? Ou ainda, quantos, não encontrando a rima em determinada
poesia, a classificam de menos importante, quando não dizem que isso não é poesia?
É,o homem é  tão afeito à poesia que é difícil encontrar alguém que já não
tenha tentado rabiscar algumas linhas e dedicá-las à amada ou ao amado, ou que já não tenha escrito algumas "quadras soltas", ou que já não tenha tentado musicar alguns versos e sentir o inusitado prazer de ter "feito uma morna".
            A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das Sete Artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos.
Ora,aqui, não serão apresentadas teorias com  a   intenção ditar regras que devem ser observadas ao se escrever uma boa poesia, tendo em consideração que ela é uma produção fundamentalmente artística e subjetiva.A intenção,é mostrar alguns elementos usados na confecção de uma poesia e assim tentar enriquecer a criação poética daqueles que se interessam por essa nobre arte, ou ainda, tentar acender aquela luzinha ou despertar aquele interesse mais encoberto.
A Composição Poética
A composição poética é de natureza essencialmente solitária onde o poeta tenta
exteriorizar os seus sentimentos mais íntimos eternizando em preto e branco os seus
pensamentos sobre diversos sectores da vida quotidiana.
Na poesia as palavras são cuidadosamente estudadas, escolhidas e arrumadas de
uma certa forma, de maneira a soarem bem ao ouvido humano, de maneira a carregarem
no seu bojo uma certa mensagem, de maneira a despertarem no leitor espectativas
contidas e libertarem vontades veladas e desejos contidos que, por vias normais, não
tiveram oportunidade de serem veiculadas.
Em suma, na composição poética o leitor tenta se identificar com a linha de
pensamento do poeta, fazendo seus esses mesmos pensamentos.
O poeta usa palavras para criar imagens ou cenas na mente do leitor. Os adjetivos, advérbios, verbos e substantivos são escolhidos a dedo para tentar transmitir, com maior fidelidade possível, as idéias do autor ou as imagens que "pululam" na sua mente.
Escrever poesias pode ser uma atividade totalmente natural para certas pessoas,
enquanto que para outras a vontade poética é maior do que a potencialidade literária.
Para estas pessoas, alguns conselhos, (se é que se pode dar conselhos para uma
atividade tão pessoal quanto esta), não devem ser desprezados.
Assim, em um ambiente considerado perfeito, o corpo numa posição mais relaxada e confortável, um ambiente mais favorável à extrapolação mental, a quietude, o isolamento, a paixão, o inconformismo, etc, são formas que devem ser levadas em consideração para se favorecer a produção poética.
A leitura de outros autores é outra atividade que deve ser estimulada, especialmente quando a gente se identifica com o estilo e conteúdo literário profeciado por esse autor.                                                                                                                             
 No entanto não é recomendável pôr-se de lado poetas do passado, uma vez que estes são uma referência valiosa e têm muito que oferecer.
Entretanto, fazer poesia não é uma atividade que se pode abraçar e desenvolver
com certa facilidade, como acontece com certos outros ramos do conhecimento humano. Ser poeta requer uma tendência artística, uma certa inclinação literária e certas destrezas e habilidades que conjuntamente facilitam a exteriorização do nosso pensamento.
Assim, um poeta deve ter a habilidade e percepção suficientes para analisar e
descrever as qualidades e particularidades de uma pessoa, as nuances que envolvem
um certo lugar, conhecer e empregar metáforas, usar palavras que ajudem o leitor a
visualizar o evento na mente, fazer comparações ou ainda descrever coisas e eventos
de forma metafórica.

ATIVIDADES SOBRE PONTUAÇÃO

QUALIDADES E DEFEITOS D EUM TEXTO

Qualidades e Defeitos de um Texto

Qualidades:
Concisão:  Ser conciso significa não abusar das palavras para expressar uma idéia. Dentro do texto, e recomendável ir direto ao assunto e eliminar tudo o que for desnecessário e inútil (não '"ficar enrolando'"J pois, assim, suas (chances de acertar serão maiores.
Clareza: Consiste na expressão de idéias de forma que estas possam ser compreendidas com maior rapidez pelo leitor. Ser claro significa ser coerente, evitando desobedecer as normas da lín­gua portuguesa, construir parágrafos  longos ou usar vocabulário impreciso.
Elegância: Em um texto de vestibular, é preci­so utilizar a norma culta para expri­mir suas idéias e pensamentos. Ou seja, obedeça aos princípios estabelecidos pela gramática. Lembre-se sempre de manter-se informado sobre as regras que regem o uso da língua e a estrutura dos textos.
Nunca use gírias, frases prontas ou ditos populares – isso pode prejudicar a sua pontuação.
Defeitos:
Ambigüidade: Ocorre quando se empregam de for­ma incorreta palavras, expressões e pontuação. Consiste em um defeito da prosa no qual uma frase apresenta mais de um sentido, o que pode con­fundir o leitor.
Obscuridade: Ocorre principalmente quando falta clareza aos argumentos do texto. Pode ser visto geral­mente em textos com períodos excessivamente longos, com falhas de pontuação ou lingua­gem rebuscada.
Pleonasmo: Consiste na repetição desnecessária de um ou mais termos.
Prolixidade: Utilização de um número de palavras acima do necessário ou, de forma mais coloquial, "enro­lar" o texto.

NARRAR,DESCREVER E DISSERATAR:ENTENDA A DIFERNÇA

Narrar, Descrever, Dissertar: Entenda a Diferença
Narrar, descrever, dissertar...  No momento de redigir, é comum que algumas pessoas se confundam. A diferença é bem simples. Não tenha mais dúvidas:
DESCRIÇÃO:
 É o texto em que se indicam as características de um determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem. Na descrição, você deve responder à pergunta: COMO a coisa/lugar/pessoa é. É importante tentar usar os mais variados sentidos: fale do aroma, dos cheiros, das cores, das sensações, de tudo que envolve a realidade a ser descrita. 
NARRAÇÃO:
 É o texto em que se contam fatos ocorridos em determinado tempo e lugar, envolvendo personagens. Lembre-se: você deve "narrar a ação". Imagine, na narração, que você é oroteirista de um filme ou de uma novela, ou mesmo que está contando um caso para um amigo. Na narração, você deve responder à pergunta: O QUE aconteceu?
DISSERTAÇÃO:
Dissertar é "falar sobre". É o tipo mais comum de texto solicitado em provas de redação. É o texto onde se expõem idéias, seguidas de argumentos que as comprovem. Na dissertação, você deve responder à pergunta:

Qual é a sua opinião a respeito? Isso, no entanto, sem usar a primeira pessoa! Achou complicado? Que nada! Quer um exemplo? Vamos lá. Nunca diga, em uma dissertação: "EU acho que o aborto é um crime contra a vida". Ou: "Na minha opinião, o aborto é um crime contra a vida". Você pode expressar a sua opinião, sem usar a primeira pessoa.

Assim, a idéia seria a mesma, mas em uma construção que poderia ser assim: "O aborto é um crime contra a vida". Afirmou, defendeu o ponto de vista, mas não se colocou como o "eu", na construção frasal!